{"id":115,"date":"2019-02-14T16:16:38","date_gmt":"2019-02-14T16:16:38","guid":{"rendered":"http:\/\/simposiooge.web.ua.pt\/2019\/?page_id=115"},"modified":"2019-05-17T08:28:00","modified_gmt":"2019-05-17T08:28:00","slug":"eixos","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/simposiooge.web.ua.pt\/2019\/?page_id=115","title":{"rendered":"Eixos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1. Agendas globais, sustentabilidade e competividade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os termos sustentabilidade e competitividade t\u00eam vindo a assumir especial destaque nos discursos das m\u00faltiplas agendas globais e nas suas distintas dimens\u00f5es nas esferas econ\u00f3mica e social. Ultimamente, estes conceitos t\u00eam sido apropriados por v\u00e1rios grupos de interesse na sociedade e, tamb\u00e9m, pelo campo da educa\u00e7\u00e3o. Apesar de existir uma naturaliza\u00e7\u00e3o da sua import\u00e2ncia para o desenvolvimento organizacional, sabemos que sustentabilidade e competitividade e, especialmente, a sua rela\u00e7\u00e3o nem sempre s\u00e3o percecionadas e assumidas com o mesmo significado, podendo contribuir para expetativas distintas quanto ao seu desenvolvimento e abrang\u00eancia. Assim, \u00e9 de grande interesse cient\u00edfico problematizar as conota\u00e7\u00f5es de sustentabilidade e competitividade em fun\u00e7\u00e3o de diferentes abordagens e referenciais te\u00f3ricos.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2. Avalia\u00e7\u00e3o, performatividade e rankings <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A agenda educativa dos governos de diferentes pa\u00edses promove, atualmente, o desenvolvimento de uma vis\u00e3o de cultura avaliativa massificante e padronizada, a partir da ades\u00e3o a determinados referenciais internacionais, desencadeando processos de avalia\u00e7\u00e3o em larga escala. Em termos nacionais, o controle dos resultados educativos tornou-se um aspeto central na a\u00e7\u00e3o\/regula\u00e7\u00e3o do Estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es educativas, refor\u00e7ando a faceta do <em>Estado-avaliador<\/em>. \u00a0\u00a0Emerge uma necessidade clara de debate, em termos acad\u00e9micos, em torno das implica\u00e7\u00f5es desta realidade para as organiza\u00e7\u00f5es e atores e a problematiza\u00e7\u00e3o de outros processos ligados \u00e0s l\u00f3gicas avaliativas performativas como \u00e9 o caso dos rankings educacionais.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3. Excel\u00eancia e equidade na escola<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O discurso pol\u00edtico-normativo em torno da necessidade de gerir a\neduca\u00e7\u00e3o de uma forma mais racionalizadora e meritocr\u00e1tica com base em\nprinc\u00edpios de qualidade, de rigor e de excel\u00eancia tem vindo a afirmar-se no\npanorama educativo. A generaliza\u00e7\u00e3o dos exames nacionais insere-se nesta\nret\u00f3rica. A discuss\u00e3o abrange tamb\u00e9m os desafios vividos, sobretudo, pelos\npa\u00edses em desenvolvimento, confrontados com a tens\u00e3o entre a expans\u00e3o\nquantitativa exigida pelo direito que todos t\u00eam \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, por um lado, e a\nracionaliza\u00e7\u00e3o de recursos e l\u00f3gicas seletivas, por outro. Regista-se alguma\ndisson\u00e2ncia discursiva sobre esta mat\u00e9ria sendo que as vozes que se op\u00f5em a\nl\u00f3gicas educativas com base na meritocracia e na excel\u00eancia d\u00e3o conta de\nambiguidades e de contradi\u00e7\u00f5es dos pr\u00f3prios termos. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4. Gest\u00e3o democr\u00e1tica e gerencialismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gest\u00e3o democr\u00e1tica das organiza\u00e7\u00f5es educativas ganhou em\nPortugal consagra\u00e7\u00e3o constitucional em circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas bem\nconhecidas. A sua evolu\u00e7\u00e3o tem sido tudo menos consensual e a afirma\u00e7\u00e3o\ncrescente do ide\u00e1rio neoliberal tem vindo a contestar, por ineficazes e\nineficientes, as lideran\u00e7as colegiais e os espa\u00e7os de democracia participativa.\nAs dificuldades na interse\u00e7\u00e3o entre os ideais democr\u00e1ticos e as l\u00f3gicas\ngestion\u00e1rias tornam ainda mais prec\u00e1ria a utopia da escola inclusiva. Vamos\nassistir cada vez mais a uma escola p\u00fablica governada por l\u00f3gicas ditadas pela\nnova gest\u00e3o p\u00fablica, inspiradora de uma superioridade determinada pela\nracionalidade t\u00e9cnica de extra\u00e7\u00e3o empresarial e depreciadora dos mecanismos de\nparticipa\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5. Autonomia(s) e financiamento em contextos h\u00edbridos (p\u00fablico e privado)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reconfigura\u00e7\u00e3o do papel do Estado, as sucessivas \u201ccrises\u201d\necon\u00f3micas e financeiras e a agonia anunciada do Estado provid\u00eancia t\u00eam\ncolocado o financiamento dos sistemas escolares no centro das pol\u00edticas\np\u00fablicas. A \u201cmoderniza\u00e7\u00e3o\u201d da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e o argumento da \u201csa\u00edda da\ncrise\u201d t\u00eam tido grande impacto na \u201cprivatiza\u00e7\u00e3o\u201d (do financiamento, mas n\u00e3o s\u00f3)\nsob m\u00faltiplas formas. Pode a miss\u00e3o e a autonomia das organiza\u00e7\u00f5es educativas\nser posta em causa se se confirmar a tend\u00eancia para a transfer\u00eancia de decis\u00f5es\nestruturantes da esfera p\u00fablica para a esfera privada?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. Agendas globais, sustentabilidade e competividade Os termos sustentabilidade e competitividade t\u00eam vindo a assumir especial destaque nos discursos das m\u00faltiplas agendas globais e nas suas distintas dimens\u00f5es nas esferas econ\u00f3mica e social. Ultimamente, estes conceitos t\u00eam sido apropriados por v\u00e1rios grupos de interesse na sociedade e, tamb\u00e9m, pelo campo da educa\u00e7\u00e3o. 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